Até bem pouco tempo, envelhecimento era sinônimo de doença. Se a pessoa tivesse a chance de chegar aos 70 anos, dali em diante, manter-se vivo, quaisquer que fossem as condições, era considerado lucro. Um argumento preconceituoso preconizava que, nessa idade, todos deveriam conformar-se com a deterioração da qualidade de vida e do mau funcionamento orgânico, que isso fazia parte da vida e do envelhecimento humano.

Felizmente esses conceitos estão mudando e atualmente são considerados ultrapassados.

Hoje não se discute mais a possibilidade de se gozar de uma vida saudável mesmo nas idades mais avançadas. Para tanto, alguns cuidados devem ser incorporados ainda na infância, para que determinados hábitos não interfiram negativamente no processo de envelhecimento.

O envelhecimento acontece antes da vida uterina. Isso mesmo, porque o desenvolvimento embrionário está diretamente relacionado aos hábitos de vida tanto materno, quanto paterno, mesmo antes da concepção.

A medicina moderna não para de investir em tecnologia e aperfeiçoamento terapêutico para melhorar a sobrevivência do indivíduo e aumentar a sobrevida não significa aumentar a qualidade de vida. Quando se lança uma nova medicação para controle do diabetes ou hipertensão arterial se prolonga a vida, mas não necessariamente prolonga a qualidade de vida do paciente. Pode-se viver mais e até melhor com os novos medicamentos “potentes”, mas a evolução da doença continua e não existe uma medicação que previna o processo de deterioração. Não se pode deixar de ressaltar que os tratamentos e as novas “drogas” são imprescindíveis para a assistência ao paciente acometido pela enfermidade e que elas estão mais do que comprovadas que aumentam a sobrevida do indivíduo e podem lhe proporcionar anos de vida a mais.

O que precisa ser ressaltado é que muitos dos indivíduos em fase senil teriam uma chance a menos de desenvolver determinadas doenças se no passado tivessem parado e investido num futuro melhor. Então vamos sonhar? Caso houvesse uma possibilidade de se criar uma máquina do tempo, de modo que o paciente portador de uma enfermidade crônica, sem cura, tivesse a oportunidade de reescrever a vida de forma diferente, será que eles aceitariam? Há de se convencer que sim.

Então não caberia um indivíduo saudável deixar de cuidar da saúde para quando envelhecer descobrir que a tal máquina do tempo não existe. Não teria lógica não é mesmo? Respeitados esses princípios, envelhecer pode representar uma conquista e não um castigo. Não importa a idade, vale a pena mudar comportamentos que promovam viver com mais saúde e disposição.

Pare e pense.

 

Equipe-Flaviane-Farias-v2Dra. Flaviane Farias
Médica com visão em medicina preventiva e funcional, especializada em promoção de saúde individual e familiar.

 

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